segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Inclusão: Uso da robótica e programação em escolas públicas






Com a sala lotada de participantes, a palestra “Inclusão – Uso da Robótica e Programação na Escola Pública”, ministrada pela representante da Escola Estadual Dom Aquino, de Ponta Porã – MS, Denise Farias Boeira, trouxe para seus ouvintes a visão e a experiência de uma professora de ensino público sobre a inserção de fundamentos, prática da robótica e programação como fator impulsionador do interesse, motivação e autoestima dos alunos.
Logo no começo da palestra, Denise ressaltou a importância de se debater a inclusão dessas áreas do conhecimento para os alunos de escolas públicas, como modo de alcançar o objetivo estabelecido pela 5ª competência da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece que os alunos devem aprender a “comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimento, resolver problemas e exercer protagonismo de autoria”.
Ela ainda apresentou um vídeo em que a Professora Débora Garofalo, finalista no Top 10 Global Teacher Prize 2019 – premiação considerada o Nobel da Educação – fala como a cabeça do aluno de escola pública muitas vezes está fechada para a robótica e a programação, pois estes veem essas áreas como inalcançáveis por eles.
Inspirada pelas falas e feitos de Garofalo, a palestrante acredita que a desmotivação e falta de perspectiva dos alunos possa ser vencida dando-se voz e engajamento a essas crianças e adolescentes, para que sintam que estão alterando, influenciando ou melhorando o ambiente em que vivem. Assim, a tecnologia deixa de ser o ator principal e torna-se uma ferramenta auxiliar para o aluno na consolidação e desenvolvimento de seu conhecimento e pensamento científico.
Para Denise, mesmo com a perda de investimentos na educação e com a marginalização das escolas das comunidades, é possível investir em tecnologias e ferramentas baratas que possibilitam a criação de grandes invenções. Mas para isso, é necessário que o professor esteja empenhado e capacitado para ser mediador para seus alunos nessa aventura pelo mundo da tecnologia.









Aprendizagem Criativa- trabalhando conceitos de eletrônica e metareciclagem.



O trabalho é organizado para mobilizar uma prática pedagógica e formativa, que incentive a aprendizagem do aluno pela sua criatividade e o estimula a experimentação de ideias e exploração de pesquisas para propor soluções locais à comunidade. Uma dessas soluções que se destaca é a reciclagem feita pela coleta de lixos da cidade de Ponta Porã e dessa forma os alunos buscam parceria para que os objetos que não tiverem como ser reciclados tenham um destino adequado de reciclagem como, por exemplo, as pilhas e baterias. Os demais componentes é  que dão origem a construção de robôs e materiais de eletrônica, a partir destes propomos a construção de carrinhos motorizados, robôs pessoais com placas programáveis como arduinos , protótipo de semáforo entre outros. 































Atividades do Projeto. Oficinas de aulas de programação no Instituto Federal.


A Robótica com Sucata envolve diversas áreas do conhecimento, possibilitando uma aprendizagem mais ativa e atuante ao aluno. Mais do que isso, o projeto tem ajudado a pensar a escola que não só produza conhecimento, como também traga contribuições locais, como: a retirada de lixo eletrônico do lixo comum, a triagem do lixo é realizada para mostrar a quantidade de eletrônicos que foram retirados do lixo comum  expondo a comunidade, materiais recicláveis, transformados em protótipos com funcionalidades específicas, estimulando a responsabilidade social e o pensamento científico.















Feira de Ciência e Tecnologia da Fronteira (FECIFRON)

FECIFRON  visa a promoção da pesquisa em todas as áreas de conhecimento da ciência e tecnologia nas escolas das redes pública e privada do município de Ponta Porã, valorizando o conhecimento, a inovação e a divulgação científica. Oficinas preparatórias serão oferecidas a estudantes e professores para que recebam orientações de como executar todas as fases do projeto, desde a elaboração até a comunicação da pesquisa.
 Equipe Julietas formada pelas alunas: Fabiola Copini, Emy Gabrielle, Maria Clara e Letícia, na FECIFRON a equipe conquistou  terceiro lugar e também melhor projeto no nível fundamental.